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segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Desafogo

Alguns dizem que os nossos maiores e menores medos
Formam o mundo que nos cerca.
Enganam nossos olhos, nossos sentidos,
Enganam até a vida,
Menos a morte.

Quem nunca apressou os passos
Em uma rua deserta,
Ou correu no corredor
Da própria casa no meio da noite.

Ainda parecemos homens das cavernas,
Com nossos receios à frente de nossa coragem,
E com coragem impulsionada pelo medo.

Temos pavores comuns,
Como a morte
E abstratos como o desconhecido.

Mas o problema maior
É onde nossos temores podem nos levar,
O medo da liberdade nos levou a tirania.
Demasiado poder para poucos,
Até que tardiamente percebido
Nossos corpos já se tornaram objetos.

O temor de ficar só,
Pode nos levar a infelicidade.
Pois nos atamos a alguém como refúgio
Em vez de amor,
Aquela convicção fornecida pelos sentidos
E sentido em cada parte do corpo.

O mundo em que vivemos é retrato
De nossos medos.

Aquele medo da liberdade
E poder para poucos,
Atiçou o desejo de controle.

Com nossas mídias abastecendo
Nossas mentes e subconscientes
Por décadas. Até nascer
A sociedade moderna do medo.

Que sente raiva,
Sem saber o motivo.
Mas tem objetivo
E isso que importa.

Então reescrevo,
O medo da liberdade nos deu objetivo.
Quero dizer,
Nos deram objetivo.

E um inimigo,
Se você quer movimentar alguém,
De alguém para ele lutar contra.

Enfim,
Eu ainda não sei até quando irei aguentar.
Mas gostaria de poder escrever um dia.

O medo nos tirou da miséria
E assim deixou de nos levar a ela.