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domingo, 9 de agosto de 2015

Duplipensar.



Se acaso ousou pensar,
Travo a sua poesia na garganta.

Ela não subirá a mente,
Não sofrerá mal algum.
Acredite em mim.
Descanse em paz,
E largue esses versos.

Cubra-se com esse véu
Que te cega para seu bem.
Não queimará retina,
Nem poderá ver a lua.

Muito menos amará!
Isso é para fracos.
Tristeza?
Isso é apenas ilusão.
Viverá de poses,
E as poses viveram de ti.
Tristeza é não ter um tostão.

Mas você pode tudo.
Respirará somente ouro,
Enquanto despeja sorrisos
Aos tolos que rimam.

E não ouse rimar!
Nem por descuido.
Nem por devaneio.

Isso é para loucos e poucos.
Infelizes, que bebem saudade com ternura.
Não se cansam de destilar prazer dos desprazeres.