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sexta-feira, 31 de julho de 2015

Eclipse.



O som das suas risadas
Viraram ruas atrás.
E a única coisa que escuto
É o som dos meus sapatos
Até chegar em casa.

Sinto o gosto do seu beijo
No canto da boca.
Mas não lembro
De tocar-lhe a nuca com as pontas dos dedos
E trazer seu rosto até meus lábios.

É somente imaginação.
E como isso me fascina,
Tira-me a realidade
Mas não ouse tirar-me os sonhos.

Dos mais variáveis possíveis.
Como aquele
Que
Desço
As
Linhas
Como
Se descesse
Seu
Corpo.

As vezes encontro seus olhos até no escuro.
Facilita o sono,
Mas atiça os sonhos.
E as vezes canso de somente sonhar.

Sonhar com suas pernas
E acordar sozinho perde a graça.
Isso de guardar cada sonho
Em um pote no armário
Desgasta a gente.

Mas recomeçamos no dia sequente.
Sonhos e realidade.
Como se fossem lua e sol
Aparecendo somente quando um já está por ir,
Quase nunca no mesmo lugar.