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terça-feira, 5 de maio de 2015

As saudades e os fantasmas.


Moram em uma mente sã
Que flerta com o desespero.

Dividem espaços reduzidos,
E se espremem tanto
Que se confundem.
Formam um só.

Fazem de você um pouco louco,
Vendo coisas que não estão aonde os olhos pousam.

São corpos em espaços vazios,
Sorrisos em paisagens frias.
E até uma única voz
É capaz de se isolar na multidão.

Deve ser difícil sentir-se sem controle do próprio corpo,
Que tenta apalpar o vento enquanto beija o ar seco.

Você não acredita em fantasmas,
Mas o que parece isso que você vê,
Enquanto os olhos atravessam
Qualquer pele e osso,
Dialogo ou soco,
Que está a sua frente?

Ainda assim,
Fácil é dar vida a fantasmas e saudades.
Difícil é matá-los.