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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Tudo.



Escorrendo,
As horas. Os anos, toda sua vida.
Ralo abaixo, junto com seus cabelos.

Pensar.
Penar,
Naquela mente.

Suas lágrimas seguem o curso.
Daquele rosto,
Daquele corpo,
Passando pelos pés,
Ralo abaixo.

Escorrendo dias,
Aquelas anos do começo da poesia,
Do começo da vida.
Ralo abaixo.


Saindo em algum cano no meio da cidade,
Já longe de você, mas totalmente sua.
 
Se seca,
E sai, 
dando as costas.
Levando junto
O que jogou fora.
A solidão não sai nos olhos.

Não são lágrimas,
São tudo.
Que você não vê,
Dentro de você.

Não é você,
É ser.
Não é ralo,
É tudo.

Que você pode ser,
Descendo. Saindo.
Mas ainda assim,
Aqui,
Ai,
Em nós,
Para sempre.
Alegria ou tristeza,
Na saúde ou na doença.

Passando.
Saindo do corpo,
Caindo,
De encontro ao chão.
Rasgando o ar,
Numa velocidade intensa,
E totalmente só.

Morrendo aos olhos,
Aos sentidos.
Indo ao seu desencontro.
Longe de você,  
Totalmente seu.