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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Existencial.

Foto por: Gabriela Machado. gabrielamachadophotographer.com/



Quando o utópico se torna realizável, abre-se espaço para a sanidade da luz.
E quando tudo que lhe restar for escuridão,
O inefável se descreverá, entregando-se de olhos fechados como em uma fotografia
Esperando tradução.

Breves e evasivas palavras viajam inertes ao obturador fechado de uma câmera,
Permitindo um lapso de imaginação sobre o futuro dos próximos movimentos na escuridão.
Enquadrando a dor e a cura em curtos momentos de insanidade.
Uma linha tênue se revela, dividindo a salvação da alma e a derrota do ser.
Um conflito existencial em apenas um clique.

A arte do que era apenas chão,
A contemplação do que era apenas corpo,
Vestido,
Luz!
E escuridão.

São sentimentos guardados de olhos fechados em expressões mínimas.
A beleza que cativa os sonhos.
Aguçando olhares cansados, instruídos a não questionar de mais.
Dando a válvula de escape que as palavras precisavam.
É arte e não podemos fugir dela.
É loucura e podemos senti-la.

Administramos os pensamentos para não enlouquecer,
Como quem rebate a luz contra as trevas.
E desenha com ela formas de um mundo
Que propriamente estava preso.

É como a mente em uma sala escura,
Esperando claridade
Do ser em um abismo profundo com seu existir.

É tudo confuso,
Mas não se acaba em uma imagem,
Ou em algumas palavras soltas em rima pobre e caótica.

Quando tudo parece estar paralisado.
E você, solto contra a escuridão,
Com a dor parecendo ser a única tinta da caneta,
Que recarrega um sentimento abstrato de um mundo maior que um quarto.
Lembre-se dos feixes de luz absorvidos pelo seu corpo,
Causando temor as sombras que só existem na sua imaginação.
É a hora de revidar com o ultimo suspiro que a arte lhe deu.