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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Sempiterna



Dar-te-ei minhas mãos
Segure-as e conte o que deseja
Como irá partir para revir
                   
                 &

Embater em meu peito
Amassar minha melhor camisa
Ao me abraçar
Morder-me para mostrar
Que ainda estás viva

Se a espera fosse o medo
Eu já teria partido

Enternece seu corpo
Seja o fulgor
Que sempre foi
Ao menos na despedida
Que queres me dar

Enternece as palavras
Para conquistar-me
Pela penúltima vez
Antes de partir
E declame aos meus olhos
Que a ultima vez será pra sempre

Não deixe descair seu queixo
Como quem cansa da vida
E encosta a mão na nuca
E dança sozinha
Uma triste balada mental

Sempiterna
Você é mais que poesia
Alterosa forma com suas pintas
Seus olhos grandes
E suas mãos de artista

Sua vida acima dos versos
Em devaneio
Á ouvidos puros
Que não querem mais ouvir-me

Mas aqui jaz
A poesia fica
O poeta morre.