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domingo, 11 de agosto de 2013

O que há de errado nas cores



Quem retirou as cores da angústia
E entregou o vermelho à paixão
Não sabia o que fazia

Da paixão retiro a inspiração
Da perda a poesia

O pensar sem perceber
Não te dá noção do tempo
Que a propósito não tem cor

Mas passou enquanto você via cores
E alisavas seu mento

Enquanto sentia o peso do que carregavas
E o escapar do mesmo pelo ombro

E ele
Vestido de algo negro
Que te protegia
Enquanto tu pensavas sem perceber
No que realmente estava por acontecer

Não retiro os créditos do azul
Ou do castanho dos olhos de alguém
Que amor lhe proporcionou
Mas não me prenda o preto e o branco

Irascível és tu
Que propenso à ira
Retira o vermelho
Do corpo

Nunca acredite que cinza é a dor
Enxergamos cores
Mas flores são flores
Mesmo em uma fotografia sem cores